Parlamento cria comitê de amizade Brasil-Canadá

O anúncio foi feito pelo Embaixador Denis Fontes de Souza Pinto em Toronto.

A Cônsul-Geral do Brasil em Toronto, Embaixadora Ana Lélia Benincá Beltrame, Embaixador Denis Fontes de Souza Pinto, e o Chefe do Setor de Promoção Comercial do Consulado, Ministro Ademar Seabra da Cruz Junior. Foto: Consulado-Geral do Brasil em Toronto

Por Press Release

O Parlamento canadense criou um Comitê de Amizade Brasil-Canadá, ainda antes do encerramento da sessão legislativa para o recesso de verão, após as negociações realizadas pelo Embaixador do Brasil no Canadá, Denis Fontes de Souza Pinto, que tomou posse em fevereiro.

O Comitê é presidido pela deputada federal (MP) Julie Dzerowicz, representante da área de Davenport, uma das circunscrições eleitorais com mais brasileiros no Canadá. Com número variável de membros, o qual deve ser crescente de acordo com o interesse gerado, e representantes de diferentes partidos, o Comitê deve reunir-se ao menos duas vezes por ano para discutir temas da relação Brasil-Canadá e trocar informações com o comitê equivalente já existente no Congresso brasileiro.

O Embaixador Denis Fontes de Souza Pinto. Foto: Consulado-Geral do Brasil em Toronto

O anúncio foi feito pelo Embaixador em entrevista coletiva à imprensa comunitária brasileira realizada no Consulado-Geral do Brasil em Toronto nesta terça-feira (20 de junho), ao lado da Cônsul-Geral do Brasil em Toronto, Embaixadora Ana Lélia Benincá Beltrame, e do Chefe do Setor de Promoção Comercial do Consulado, Ministro Ademar Seabra da Cruz Junior. “Estou muito satisfeito”, disse Pinto, explicando que um dos três pilares de seu trabalho é incrementar o diálogo político entre os dois países. “Os parlamentares canadenses estão muito positivos quanto ao Comitê”, afirmou.

Outra de suas principais metas é a negociação do acordo de livre comércio entre o Canadá e o Mercosul. “Uma delegação do Canadá já foi à Argentina, que está na presidência do Mercosul no momento, e a expectativa é de já tenhamos algo de concreto no próximo ano”, avaliou o Embaixador, que espera que com isso haja um aumento do comércio e uma facilitação de investimentos. Segundo ele, o principal objetivo é diminuir barreiras em áreas sensíveis, como a agrícola. “Não só as tarifárias, mas as sanitárias e técnicas, liberando áreas e aumentando quotas de importação”, afirmou.

Já seu terceiro foco de trabalho à frente da Embaixada é o aumento da cooperação em ciência, tecnologia, inovação e educação entre Brasil e Canadá, tendo ocorrido uma reunião “muito positiva” no último dia 17 de maio a respeito (referindo-se à III Reunião do Comitê Conjunto Brasil-Canadá de Ciência, Tecnologia e Inovação). “Queremos ir bem além do intercâmbio de alunos e professores: criar uma cooperação entre institutos de pesquisas e universidades brasileiras e canadenses. Os dois países têm áreas de excelência que precisam conversar, aumentando a interação”, afirmou Pinto.

Além disso, ele está otimista quanto à implantação do visto eletrônico para canadenses viajando a turismo para o Brasil, em reciprocidade à medida canadense, com expectativa de que entre em vigor ainda no segundo semestre deste ano. “Vai facilitar e agilizar muito”, prevê.

Na área cultural, entretanto, ele reconhece que os últimos dois anos têm sido muito difíceis. “Não se deve esperar que o apoio oficial seja o único disponível”, disse o Embaixador, que recomenda buscar fundos junto à iniciativa privada. “Aumentou a concorrência pelos poucos recursos”, reconheceu, sugerindo que, para obtê-los, os eventos se mostrem mais atrativos e que o encaminhamento de propostas seja feito com pelo menos um ou dois anos de antecedência. “Um mês antes, não adianta”, concluiu.

Foto capa: Dolores Gontijo

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