Explicando o acidente

Um dos maiores desafios enfrentados por quem imigra para o Canadá é sem dúvidas dirigir.

por Marta Almeida

Quem vem do Brasil então, sofre mais com tantas regras e diferenças em relação ao trânsito nas cidades brasileiras, afinal, atenção total ao volante não é a principal virtude de muitos dos motoristas brasileiros.

Mesmo assim, Fabrício não se intimidou. “Pra mim, complicado mesmo é apenas decifrar as placas! Estacionar numa rua é um verdadeiro dilema… Um lado da rua é permitido apenas na primeira quinzena de abril a novembro, o outro permitido na segunda quinzena!

Até entender o que pode e o que não pode tem algum estressado buzinando atrás e a gente acaba perdendo a vaga!” dizia o paulista que também não conseguia entender as placas que permitem virar à esquerda num cruzamento: “Em uma interseção, não pode de 9 às 18, de segunda-feira a sexta-feira, na outra de 9 às 16, de segunda-feira a sábado – Não tem um padrão! uma confusão! Já é difícil ficar no meio do cruzamento esperando uma oportunidade para virar… é muita complicação!” dizia.

Mas pior ainda para ele, que ainda tinha um inglês muito básico, foi explicar para a polícia um pequeno acidente de carro que sofreu em plena hora do rush na College Street. Fabrício seguia pela rua atrás de um bonde (streetcar) e pacientemente parava atrás do dele cada vez que entravam e saíam passageiros. Numa das paradas, Fabrício se distraiu e bateu com toda força no fundo do bonde. O motorista da TTC desceu espumando para cima de Fabrício e no meio de todo aquele stress, quando a polícia chegou perguntando o que aconteceu, o jeito foi improvisar: “Officer, streetcar go, I go. Streetcar stop, I stop. Streetcar go, I go. Streetcar stop, I stop. But then, streetcar go I go and streetcar stop, I go and PUM!!!

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