Bruno Chapinotti

Piloto Brasileiro conquista seu espaço nas pistas canadenses.

por Marta Almeida

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Mineiro de Juiz de Fora, Bruno Chapinotti desde pequeno é um apaixonado pelo automobilismo. Herdou do pai,  Mauri Chapinotti que era piloto de Rally, a paixão pela velocidade. O início, como acontece com muitos pilotos, foi com o kart. Bruno corria por uma equipe da empresa de seu pai. O primeiro contato ficou marcado na memória: “Meu pai precisava treinar mais e chegou em casa com um kart na camionete. Quando vi, fiquei impressionado. Nem consegui dormir aquela noite. No dia seguinte, no treino, ficava no final da reta vendo meu pai pilotar, doido para dirigir também. Na época eu tinha muita alergia, e mesmo com a poeira da pista e a fumaça do kart não senti nada, acho que fui curado naquele dia.”

No final do treino, Bruno entrou no kart e não quis sair. O pai teve que prometer um kart só para ele como presente de aniversário e antes dos 8 anos de idade, o menino já estava nas pistas competindo.

A primeira vitória foi em 1989. No primeiro ano de automobilismo, teve o privilégio de ser treinado por Tche, o mentor e primeiro preparador de Ayrton Senna. “Com ele aprendi a estudar cada curva, como parar o carro mais rápido e como ganhar mais velocidade,” conta. Foram vários campeonatos pelo Brasil. Bruno conquistou títulos nacionais competindo com pilotos que mais tarde formariam a elite do automobilismo brasileiro como Felipe Massa, Bruno Senna, Nelson Piquet Jr., Cristiano da Matta, Antonio Pizzonia e Raphael Matos. Entre as muitas conquistas, uma vitória foi muito especial, “Fui campeão Brasileiro de Shift Kart, meses depois de ter perdido meu maior amigo, meu maior apoio, meu pai… Não foi fácil conter as lágrimas, mas aquela vitória, cheia de dificuldades, foi para ele.”

Desafios e vitórias no Canadá

Em 2005, Bruno imigrou para o Canadá. Encontrou outra profissão, mas o automobilismo não saiu de sua vida. Depois de 13 anos afastado das pistas, ele voltou e voltou por cima. Competiu em 2014 o “Toyo Tires F1600 Championship/Super Series, BGR Team Grote” e neste ano venceu uma corrida do “GT3 Porsche Cup Challenge”. “Ganhar a primeira corrida na  Porsche GT3 Cup este ano, depois de ter parado por tantos anos foi muito emocionante para mim.

Depois de tantas lutas, minha paixão foi maior. Dediquei esta vitória à Jesus que está comigo em todos os momentos.” Para o piloto brasileiro, o grande desafio da carreira hoje é conseguir patrocínio. Bruno trabalha com uma equipe de cinco pessoas: Jack Cayne (Manager), Adam Mcdonald (Preparador físico), Marcelo Freitas (Fotógrafo e Relações Públicas), André Freitas (Marketing e Web) e a esposa Thamyris Chapinotti. Para a próxima temporada, conta ainda com o apoio do amigo Blair Hilder, que tem acompanhado todas as corridas e quer investir no piloto brasileiro no ano que vem.

A preparação não para. Bruno treina 3 vezes ao dia em academia e pratica ciclismo. Os custos são altos. Ele já se reuniu com mais de 30 empresários buscando apoio. “Sinto que muitas empresas no Canadá não estão bem informadas das possibilidades e dos benefícios concedidos para quem investe em um esporte,” lamenta. Mesmo com dificuldades, se prepara para correr na Espanha pela Porsche e o Stock Car Brasil em São Paulo e Goiânia. A meta é a fórmula Indy e quem sabe vencer a Indianapolis 500. Motivação não lhe falta.  “Tenho o apoio da minha família, que está sempre presente e a minha paixão pelo automobilismo. Nasci com algo dentro de mim e tenho que estar perto de um volante, pneus, som de motor e cheiro de óleo.”

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