Alta do dólar promove queda de preços de produtos brasileiros

Brazilian CoffeeHá quase um ano o Brasil está em evidência mundial devido à crise interna com o governo da presidente Dilma Roussef e o maior escândalo de corrupção na história brasileira, envolvendo a Petrobras.

Este escândalo gerou a intervenção e a cooperação de países como Suíça e Estados Unidos exigindo a apuração dos fatos, uma vez que fundos de pensão dos americanos foram investidos em ações da companhia, além de bancos suíços que guardavam altas somas de dinheiro, fruto da corrução dentro da companhia.

Ainda que muitos já tenham sido presos e alguns já condenados, o caso ainda não está concluso e gera uma pressão interna.

Para somar à esta situação mais que delicada, Dilma sofre ameaça de afastamento, através de um processo de Impeachment, devido à falta de transparência na prestação de contas dos gastos realizados durante seu mandato e, devido a conexões com parlamentares de seu governo envolvidos no escândalo da Petrobras.

Com a saída dos investidores estrangeiros, levando mais de 1 bilhão de dólares neste início de ano, segundo o Banco Central, houve uma alta do dólar no mercado interno, especulando-se uma crise financeira. Porém a realidade é somente uma crise politica, moral e fiscal. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que o Brasil pode usar parte das reservas internacionais para conter a alta do dólar. As reservas são uma espécie de seguro que hoje somam cerca de US$ 370 bilhões.

A alta do dólar no mercado interno que chegou a R$ 4.05 para USD 1,00 na última semana foi considerada a mais alta da história. Este cenário acaba favorecendo muito as exportações brasileiras, pois os produtos brasileiros chegam ao mercado externo com preços mais competitivos oferecendo uma maior variedade aos consumidores.

A Importadora Arts Brésil de Montreal, responsável pelo café gourmet de excelência Coffee First Brazilian, por exemplo, reduziu os preços de venda permitindo ao consumidor ter o produto de qualidade superior com preços mais acessíveis a todos os grupos de clientela.

Giceli Fleming, presidente da empresa, sente-se otimista, apesar dos recentes fatos no Brasil. “Com esta alta do dólar no Brasil, nós poderíamos aumentar nossa margem de lucro, porém, nosso objetivo é sempre ter uma política comercial ganha-ganha. Isso quer dizer, usar o atual cenário a favor de todos. Portanto, temos condições de continuar a ter um café em grãos de alta qualidade e com preços mais competitivos para o mercado canadense. Isto certamente irá permitir que o produto chegue a outros grupos apreciadores de café. Esta política ganha-ganha nos leva a um aumento das vendas e consequentemente realizamos mais ações do nosso Projeto Social desenvolvido com pequenos produtores de café na divisa de Minas Gerais e São Paulo. Uma arrecadação mais significativa representa mais recursos para este projeto. Enfim, todos ganham: nós com a captação de novos clientes, nossos clientes com preço amigável e alta qualidade e os cafeicultores com o retorno das vendas em ações sociais que melhoram suas condições de vida, produção e mercado”, conclui Giceli.

Ainda segundo a empresária, esta é também uma boa oportunidade para ampliar a gama de produtos brasileiros a serem importados, oferecendo uma maior variedade ao público canadense. Com isso, atendendo a demanda, a empresa já está desenvolvendo um novo café brasileiro torrado e moído, 100% arábico. O novo produto será também de qualidade superior e deverá entrar no mercado canadense até abril deste ano. Maiores informações sobre este café podem ser encontrados no site coffeefirstbrazilian.com

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