Império: Nova novela de Aguinaldo Silva

Império

 

Um amor impossível. Um destino guiado pelos acasos da vida. E a persistência de um homem obstinado pelo poder, que fará de sua vida o palco de um grande império. Esta é a trajetória de José Alfredo (Chay Suede/Alexandre Nero), que será narrada em ‘Império’, novela de Aguinaldo Silva. Com direção geral de Pedro Vasconcelos e André Felipe Binder e de núcleo de Rogério Gomes, a trama está no ar desde 21 de julho no canal internacional da Globo,  nas Américas e, dia 22, na Europa, África e Japão.

José Alfredo (Alexandre Nero) só se veste de preto. É um homem de origem humilde, mas que batalhou muito, nem sempre da melhor maneira possível, para chegar aonde chegou: hoje é o Comendador José Alfredo de Medeiros, casado com a aristocrata Maria Marta Mendonça e Albuquerque (Adriana Birolli/Lilia Cabral), pai de três filhos e dono de uma famosa rede de joalherias, a “Império”. A estrutura desta família lembra um reinado. E estamos falando de um rei cujas ameaças estão dentro de seu próprio território. “É como se fosse uma corte, onde existem os nobres, os subalternos, que servem e que às vezes traem”, adianta Aguinaldo. É em torno desta família que a trama principal vai acontecer. Muitas perguntas virão à tona no decorrer da história. Até onde as pessoas são capazes de ir pelo dinheiro? Como um acaso – ou uma coincidência – pode revirar toda uma vida? E como viver sabendo que os seus verdadeiros inimigos estão dentro da sua própria casa?

Drica Moraes, a vilã da história e Alexandre Nero, o protagonista,  contam um pouco dos seus personagens na nova novela global.

 

Drica Moraes (Cora)

Império

Você sempre faz personagens cômicos. Como vai trabalhar esse seu lado na vilã Cora?

Drica Moraes: Eu acho que as vilãs do Aguinaldo Silva são perversas e inesperadas, e espero que a Cora caia no gosto do público. O humor na verdade está em tudo, e eu gosto de fazer tudo com um olhar de humor. O drama que estou fazendo nessa novela tem muita dessa inteligência e esperteza que o humor carrega.

 

As cenas dramáticas pesam na sua rotina de alguma forma?

Drica Moraes: A gente sempre tenta largar tudo aqui no estúdio. O trajeto para casa é longo e no percurso você tenta ir se esquecendo e deixando tudo para trás. É um volume tão grande de trabalho, com intensidade de emoção e ação, que ou você tem que se desgrudar daquilo rapidamente. Eu tenho que sair daqui sem maquiagem, com minha roupa, tomando uma água. Ligo para um amigo ou para o meu filho para e assim consigo me conectar com a minha vida. As cenas são muito intensas.

 

Você se inspirou o personagem em alguém?

Drica Moraes: Não me inspirei em ninguém. Fui compondo com a confusão de sentimentos. Fui me baseando na tragédia clássica que é a máscara do riso e do choro, que vivem muito misturadas dentro da gente. Essa mulher tem uma relação afetiva  muito doente com a irmã. Ela queria ser, ter e possuir tudo que a irmã tinha. Eu cheguei a rever o filme da Baby Jane, que fala um pouco dessa confusão de sentimentos. A história da personagem ainda está sendo escrita e temos algumas pistas. Pode ser que ela tenha uma paixão pelo José Alfredo (Alexandre Nero) e pelo dinheiro e poder dele. Ela vai atrás da fortuna por meio da sobrinha Cristina (Leandra Leal) e tem fome pelo poder. Se ela fosse um bicho, seria uma cobra.

 

O público tem torcido mais pelas vilãs, isso te instiga mais?

Drica Moraes: Eu acho que as pessoas estão exercendo mais suas vilanias e isso tem sido mais perdoado pelo público. Normalmente as personagens escritas para as vilãs são muito ricas, com uma elasticidade grande de ações e emoções. É uma delícia porque você pode tudo, pode ser a heroína, a palhaça, a bruxa, a vilã da gargalhada. É muito libertador pode fazer uma vilã, e essa experiência te possibilita um passaporte mais poderoso do que o da mocinha, podendo ir e voltar com mais liberdade.

 

Alexandre Nero (José Alfredo)

Império

Conte um pouco sobre o seu personagem, o José Alfredo.

Alexandre Nero: A história dele é uma tragédia. Ele é sofrido e “casca grossa”, não confia em qualquer um, não faz ‘social’ facilmente. Ele trata melhor as pessoas simples e humildes, e se sente melhor com o porteiro. Se sente melhor frequentando os mesmos lugares que essas pessoas, indo a escola de samba, por exemplo. Mas se a pessoa é metida e prepotente, ele já coloca a arrogância e poder dele em ação. A maior briga da novela é exatamente pelo poder, não só pelo dinheiro em si. E é isso que ele busca, porque a partir do momento que ele tem poder ele consegue coisas que perdeu antes, como a mulher que amou e não conseguiu ter por não ter dinheiro e poder.

 

Qual a relação entre os personagens?

Alexandre Nero: A melhor parte do relacionamento entre os personagens é que nenhum deles é bobo ou inocente. Isso torna a história mais real. O José Alfredo sabe que o filho, José Pedro (Caio Blat), quer roubar a sua empresa. Ele vê isso. Ninguém que está ali e nem a mulher, Maria Marta (Lilia Cabral), é cego. O público consegue perceber claramente quem presta e não presta. Isso com certeza é mais difícil para o autor, por ter que fazer personagens inteligentes.

 

Você esperava por esse papel de protagonista tão rápido na sua carreira?

Alexandre Nero: Estar no posto de protagonista para mim não tem esse peso de estar nos ‘holofotes’. Hoje as novelas são diferentes, porque existem vários vilões e mocinhos, e não apenas um. Eu sou o protagonista pelo nome da novela, ‘Império,’ e pelo personagem ser o “imperador” de onde todas as histórias se originam. Normalmente o protagonista é o que menos faz gols. Ele na verdade joga mais no meio de campo dando a bola para outros darem o show.

Tags: , , , ,

Comments are closed.