Angélica Ambrosini

Vice-cônsul do Brasil em Toronto concilia a rotina de mulher, mãe e diplomata com elegância e competência

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Angélica Ambrosini

Por Marta Almeida

Heloísa é uma princesinha linda e que, com apenas cinco meses, transformou radicalmente a vida da diplomata Angélica Ambrosini, sua mãe. É preciso conciliar agora as necessidades da pequena e a agenda concorrida da vice-cônsul do Brasil em Toronto. Tanto é assim que foi num intervalo da amamentação e sob o olhar atento do bebê que Ambrosini, gaúcha de Jaguarão, encontrou tempo para receber a Wave Magazine. A conversa fluiu de acordo com a vontade da menina, mas até que Heloísa ficou quietinha…

Conte-nos um pouco da sua trajetória profissional… Como começou? Quais foram os principais desafios?  
Angélica Ambrosini – Eu fiz duas faculdades quando tinha 17 anos de idade, Direito e Relações Internacionais, porque já tinha o objetivo de ser diplomata. Quando terminei, me mudei para Brasília e lá estudei de 14 a 16 horas por dia, durante quase 4 anos, foi quando passei no concurso para diplomata e, desde então, a minha vida virou  sempre uma novidade. Assim que me formei no Instituto Rio Branco, comecei a trabalhar no Itamarati. Depois, fui para Camarões, onde chefiei o setor consular, político e cultural da Embaixada do Brasil. No ano passado, terminou minha missão na África e eu, felizmente, vim morar em Toronto, onde passei a ter o cargo de vice-cônsul, chefiando todo o serviço consular.

E como é o relacionamento com a comunidade brasileira aqui?
Angélica Ambrosini – Desde que eu cheguei, convivo bem de perto com a comunidade em Toronto, e este relacionamento foi se construindo aos pouquinhos. O volume de trabalho é imenso, acredita-se que cerca de 20 mil brasileiros morem no Canadá. Mas o nosso contato com a comunidade brasileira, que é tão diversificada, é sempre um prazer.

Como concilia a profissão com a rotina de dona de casa, esposa, mãe… A Heloísa está aqui acompanhando tudinho… É muito difícil?
Angélica Ambrosini – É divertido, é desafiador e eu acho que tem muito a ver com a carreira de diplomata, que é lidar com vários temas ao mesmo tempo de modo sempre bastante construtivo e interessante. Eu me considero muito feliz atualmente justamente pelo nascimento da nossa primeira filha (Angélica é casada com o médico Luciano Ambrosini, que a acompanha em todas as missões).  Posso dizer, agora, que o sucesso não se dá apenas na carreira. Eu acho que o sucesso se dá quando a gente consegue realizar todas as prioridades da vida.

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