Intercâmbio Depois dos 30

Estudando inglês depois dos 30.

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Por José Roberto Vieira

Fazer um intercâmbio depois dos 30 pode ser uma opção arriscada. Você já se estabilizou em sua carreira, pode ter filhos, casa, carro e ligações fortes com seu país, que o façam pensar mais de dez vezes antes de tomar qualquer decisão mais drástica.

Entretanto, o intercâmbio ainda é uma das melhores maneiras de se conhecer outras culturas e aprender outras línguas. Ousadia, claro, sempre é vista com bons olhos pelas empresas, principalmente em cargos de liderança ou naqueles que exigem decisões desafiadoras.

E poucas coisas são consideradas mais desafiadoras que um intercâmbio. Para os adolescentes, tudo é aventura, descoberta, diversão. Para os jovens, é conhecimento, experiência, novos horizontes. Não há certo ou errado aqui, mas é preciso não confundir as mentalidades.

Aos trinta, você precisa se firmar no mercado de trabalho, fazer com que seu nome seja uma referência em sua área ou que suas experiências de vida sejam vantajosas em seu currículo. Neste caso, o “inglês geral” é bom para prepará-lo para o que virá, ele é um treinamento para estas novas experiências e para colocar à prova sua capacidade de improvisação. Aqui se pode dar os primeiros passos no intercâmbio e testar a si mesmo e suas habilidades em inglês. O ponto fraco dos cursos de inglês básico é que, em sua maioria, os alunos são adolescentes e seu principal interesse é a liberdade que têm sem os olhares severos dos pais.

Às vezes não há como se esquivar, as únicas salas disponíveis são aquelas com mais adolescentes e é preciso conviver. Mas uma boa experiência pode ser retirada dessa situação: “rejuvenescer” a mente, aprender coisas. Por outro lado, é preciso foco. Aos trinta, as chances dos seus erros o prejudicarem são muito maiores.

O que fazer, caso sua classe não esteja de acordo com suas necessidades? Além do inglês geral, a maioria das escolas oferece os cursos de TOELF, IELTS, Bussinesss English e Pre-Degree. Alunos desses cursos, no geral, já possuem alguma experiência anterior com línguas, então se você não tem medo de se arriscar ou acredita que com maiores dificuldades melhor ficará seu inglês, não tenha medo destes níveis, até mesmo a metodologia das aulas é diferente e garante ao aluno um melhor aproveitamento.

Em todo caso, é sempre bom ter em mente os motivos de seu estudo e o que você deseja para o futuro ao estudar inglês fora do país.

José Roberto Vieira é escritor, autor do livro O Baronato de Shoah, formado em Letras e Jornalismo. Vive no Canadá há 4 meses com o objetivo de aperfeiçoar seu inglês e abrir novas portas profissionais.

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