Aceita um cafezinho?

Café Brasileiro é a pedida no Canadá.

Por Dora de Souza

O café exportado pelo Brasil pode não ter o mesmo marketing pesado de outros países, mas está presente em mais xícaras canadenses do que você pode imaginar!

No mundo inteiro, Brasil e café são praticamente sinônimos, e por isso mesmo há gente que ache até difícil acreditar que ele não tenha nascido em solo brasileiro. Originário da Etiópia, na África, o café se espalhou rapidamente pelo mundo graças a árabes e europeus. Torrado a primeira vez pelos persas no século XVI, o sucesso da nova bebida foi imediato e prova disso é que, naquela altura, uma mulher podia até pedir o divórcio se seu marido não conseguisse prover café suficiente no lar.

A conquista da Europa começou na Itália e depois se espalhou pelo resto do continente. Em pouco tempo, casas especializadas apareceram em todas as grandes cidades da época. Ali, junto a uma xícara de café, discutia-se política, literatura e arte, o que só mostra que café e boa conversa sempre estiveram unidos.

O sabor da conquista

Dessa paixão européia, a bebida ganhou o mundo. Em toda parte fez admiradores. Mas só em alguns lugares encontrou condições ideias para crescer e multiplicar-se. Foi o caso do Brasil, onde o café chegou de mansinho, vindo da Guiana Francesa, até Belém, passando depois pelo Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Em pouco tempo, tornou-se a base da economia brasileira. A riqueza gerada pelo “ouro verde” trouxe imigrantes, fez crescer cidades e ferrovias, e gerou empregos e desenvolvimento.

Hoje, o Brasil ainda é o primeiro produtor de café do mundo. Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Rondônia têm lugar de destaque na produção dos cafés Arábica e Robusta.

O Canadá é um dos importadores mais tradicionais da iguaria – quase 20 mil toneladas de café verde do Brasil foram trazidas para o país ano passado. E redes importantes como Starbucks, Second Cup e Tim Hortons usam o café brasileiro em seus blends e sabores especiais. Aliás, muitas dessas redes fazem suas compras de fazendas certificadas. É o caso do Café Brazil Ipanema Bourbon, da Starbucks. Esse blend, suave e ligeiramente achocolatado, vem de uma enorme fazenda brasileira que segue as práticas recomendadas pelo Coffee and Farmer Equity.

A Second Cup, por sua vez, tem em um de seus fornecedores a Fazenda Vista Alegre, que utiliza métodos especiais de cultivo, garantindo aroma e sabor inigualáveis. E aquele cafezinho rápido e instantâneo da marca Nescafé tem também uma boa dose de sabor brasileiro em sua composição.

Qualidade e saúde

Essa tendência de certificação e de se seguir processos cuidadosos no plantio, colheita e beneficiamento do café veio mesmo para ficar. A Associação Brasileira da Indústria do Café possui um programa importante de qualidade e a certificação de origem, o comércio justo e a sustentabilidade estão entre as preocupações mais constantes tanto dos produtores quanto dos consumidores.

E isto tudo para que os apreciadores de uma boa xícara de café possam saboreá-la à vontade. Afinal de contas, estudos e mais estudos apontam para os inúmeros benefícios do café. Além da estimuladora cafeína, o café vem com potássio, ferro, zinco e magnésio – tudo isso junto a uma boa dose de antioxidantes. Em outras palavras, o café, em doses moderadas, além de gostoso, faz bem para o corpo e a mente.

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