Celia Enestrom

Uma mulher versátil que carrega no peito o famoso jargão: “sou brasileira e não desisto nunca”!

Por Renata Solano

Essa é Celia Enestrom, dona de casa, mãe de quatro filhas, representante comercial, artista plástica, graduada em Direito e, como se não bastasse este extenso currículo, ainda corre atrás de tempo e de oportunidades para manter vivo um grande sonho – a música.

Dona de uma voz maravilhosa que varia harmonicamente entre as mais diferentes frequências e ritmos, os quais abrangem jazz, bossa nova, samba, música popular brasileira e outros. Celia é a vocalista da Banda Zazueira que é composta por um baixista canadense, um guitarrista japonês e um percussionista brasileiro. Prova de que a banda tem feito sucesso nos palcos de Vancouver, foi a participação do grupo no último festival de Jazz da cidade, que reuniu nomes internacionais.

A seguir, acompanhe o bate-papo que a equipe da Wave teve com a Celia:

 Como você tomou a decisão de vir para o Canadá?
Celia: Me formei na Faculdade de Direito em São Paulo há mais de 15 anos e, em um dia de faculdade, esperando o ônibus para casa, conheci meu marido. Ele é argentino e estava no Brasil a trabalho. Começamos a namorar e então me mudei de mala e cuia para a Argentina, onde aprendi castelhano e formei minha primeira banda de verdade. Após alguns anos, retornei ao Brasil com meu marido, mas não estava feliz lá, então ele sugeriu que eu viesse para o Canadá para estudar inglês. Ele ficou no Brasil por mais dois anos e, como tinha passaporte inglês, veio para o Canadá e se firmou por aqui.

 Como surgiu a banda Zazueira?
Celia: Em 2005, conheci um pessoal e formamos a primeira Zazueira, mas por não poder estar constantemente presente, acabou cada um dos componentes da banda tomando um caminho diferente. Depois de me formar, em 2008, consegui me dedicar mais! Hoje a Zazueira é formada por Danilo Havana, na percussão, Yuji Nakajima, na guitarra acústica, Alex Kelley, no baixo e eu, como vocalista.

 Como é trabalhar com música no Canadá?
Celia: A princípio eu não acreditava que os canadenses iriam curtir ouvir músicas em outra língua, mas quando fui a um show de uma banda iraniana, percebi que não importa se você não conhece o idioma, a música tem o poder de tocar seu coração, mesmo quando você não sabe o que está sendo dito. Ainda não fazemos muito dinheiro com a banda, mas a felicidade de estar no palco e ver um público fiel acompanhando o nosso trabalho, não tem preço.

 O que a música significa para você?
Celia: A música é contagiante, ela fala de sentimentos e ela faz sentir, a música tem o poder de fazer sorrir e de fazer chorar. Trata-se de uma forma de expressão, de comunicação. Além disso, ela facilita a interação entre as pessoas, tanto entre o público, quanto entre a própria banda. E no caso da Zazueira, a música faz com que o público estrangeiro conheça a cultura brasileira e, para os tupiniquins, faz aflorar o sentimento de proximidade com o nosso país verde e amarelo!

 Qual a sua dica para aqueles que gostariam de fazer carreira musical no Canadá?
Celia: Não é fácil, nada na vida é entregue de bandeja, mas tudo o que corremos atrás e nos dedicamos, conseguimos fazer. Eu gosto de desafios, e começo a perceber que a Zazueira está fazendo sucesso; já criou um público fiel, está prestes a lançar seu segundo CD e está crescendo a cada dia. Por isso, não devemos nunca desistir dos nossos sonhos, mesmo que a batalha seja dolorida e duradoura!

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Zazueira Band

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