Ansiedade e pânico

Entenda como os comportamentos relacionados a transtornos de ansiedade e pânico afetam a vida de aproximadamente 12% da população no Canadá.

Por Elizabeth Schulz

Gostaria de compartilhar com você leitor, duas situações muito comuns no dia-a-dia familiar. A primeira trata-se de um estudante exemplar, que antes de cada teste ou prova escolar tem crises de vômito e sente vertigens fortes. Sente-se encurralado e tem vontade de desistir do teste, dos estudos e de todo o resto. A segunda situação trata-se de uma dona de casa, que procura o médico, pois há meses sente-se angustiada, sempre que se encontra em local público com muita movimentação. Ela não sai de casa há quatro meses.

Pode parecer estranho ou engraçado, mas esses são comportamentos relacionados a transtornos de ansiedade e do pânico, que incluem crises de pânico, distúrbios obsessivo-compulsivos, transtornos por estresse pós-traumático, ansiedade generalizada e fobias. Embora seja muito difícil definir o número de pessoas que sofrem de transtornos da ansiedade e do pânico, porque infelizmente, a maioria não procura auxílio profissional, estima-se que, em média, 12% da população sofra deste mal, somente no Canadá**.

No consultório, escuto relatos com certa frequência do tipo: “Quando tenho uma crise, me sinto desconectado da realidade, parece que estou perdendo o controle de mim mesmo e o meu coração bate tão forte, que várias vezes acabei na sala de emergência do hospital, achando que estava tendo um infarto do miocárdio. Outras vezes penso que estou perdendo a razão! Agora vivo com medo que a crise volte e tento evitar tudo que acho que pode provocar uma. Já não saio muito de casa e até evito meus amigos”.

Através desse depoimento é possível identificar o grau de sofrimento e impotência, que essas pessoas sentem ao passar pelas crises. A pessoa sente como se tivesse algo muito estranho em seu corpo, que se comporta de modo muito “errado”, “louco”. Porém, os exames clínicos não detectam nada de anormal em seu organismo. No pânico, o corpo reage como se estivesse frente a um perigo, porém, não há nada visível que possa justificar essa reação.

Transtornos da ansiedade e do pânico podem ser tratados com muito sucesso. Se você acha que sofre deste transtorno, saiba que existe uma luz no fim do túnel. Existem técnicas de relaxamento e outras, eficazes no tratamento contra esses transtornos. Recomendo em conjunto, trinta minutos diários de exercício aeróbico e uma dieta sem cafeína, receita básica contra o estresse. Não deixe de falar com o seu médico ou procure um psicólogo.

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Elizabeth Schulz

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